Um novo canal de comunicação surge entre o Terreiro Senhor Do Luar e o mundo. Agora estamos também na internet!
O objetivo do site e do blog é de abrir mais um canal de comunicação entre o terreiro e as pessoas que buscam um pouco mais sobre o Axé. Por meio do nosso blog tentaremos esclarecer algumas questões, nos posicionar sobre outras e principalmente ser mais um fonte de conteúdo para quem quiser ter conhecimento sobre a religião.
Se você tiver alguma sugestão de tema a ser abordado ou tiver alguma dúvida, deixe sempre seu comentário nos posts. Aguardem os próximos posts em breve.
Axé.
O TERREIRO SENHOR DO LUAR,PROCURA ATRAVEZ DESSE BLOG,PASSAR INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA AQUELES QUE ESTÃO INICIANDO NO CAMINHO DA MEDIUNIDADE,É UMA MISSÃO MUITO LONGA,MAS COM UMA UNIÃO ESPIRITA,RESPEITO E MUITO AXE, IREMOS CONSEGUIR NOSSO OBJETIVO. AXÉ PARA TODOS...
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sexta-feira, 26 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
ENTREGA DA PANELA DE IEMANJA ( VIDEO)
Minha protetora Iemanjá.
Enfermeira dos que sofrem, consoladora dos aflitos, conselheira dos angustiados.
Mãe de todos.
Agradeço de tantas graças que nos concedes.
Indigno-me de tua áurea luminosa.
E rendo-te minha homenagem, rainha das águas.
Que contribui caridade e amor, entre todos os seus filhos.
Eu te agradeço senhora Mãe Iemanjá,por me atender nas horas que recorro a teus poderes divinas graças te dou Iemanjá.
Pelas tuas radiações milagrosas, agradeço, dizendo, obrigado por tua proteção constante que tens proporcionando por nossos irmãos que sofrem.
Curvo-me diante de ti e rogo-me, continue dando proteção a teus devotos.
Que dedicam amor profundo.
Que tua áurea bendita continue protegendo e vibrando bondade.
De paz e saúde sobre aqueles que te ajoelham suplicando aos seus pés.
Dai-nos a tua proteção pura e conforto da alma.
Suplico nesta mensagem porque creio em teu poder imenso assim seja.
Minha mãe querida Iemanjá.
"TERREIRO SENHOR DO LUAR"
AS Sete Lagrimas de um Preto Velho
- "AS SETE LÁGRIMAS DE UM PRETO VELHO".
A Primeira... A estes indiferentes que vem no Terreiro em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber;
A Segunda... A esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam;
A Terceira... Aos maus, aqueles que somente procuram a umbanda em busca de vingança, desejando sempre prejudicar ao semelhante;
A Quarta... Aos frios e calculistas, que sabem que existe uma força espiritual e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão;
A Quinta... Chega suave, tem o sorriso, o elogio da flor dos lábios, mas se olharem bem seu semblantes verão escrito: creio na Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se resolverem o meu caso ou me curarem disto ou daquilo;
A Sexta... Aos fúteis, que vão de centro em centro, não acreditando em nada, buscam aconchego, conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente;
A Sétima... Como foi grande e como deslizou pesada! Foi à última lágrima, aquela que vive nos olhos de todos os Orixás. Aos médiuns vaidosos (as), que só aparecem no Centro em dia de festa e faltam as doutrinas. Esquecem que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
NAÇÃO JUREMA NAGÔ
Nação Jurema Nagô
A Nação Jurema Nagô é um culto híbrido, nascido dos contatos
ocorridos entre as espiritualidades indígena, européia e africana,
contatos esses que se deram em solo brasileiro, a partir do século XVI,
com o advento da colonização. Consistindo na miscigenação dos cultos, a
nação é sustentada por 2 pilares: o candomblé Nagô Egbá e a Jurema
Encantada com suas ramificações e o que tudo isso engloba em suas
raízes.
Após o período de catequização dos índios sofremos a primeira miscigenação étnica religiosa no culto brasileiro (a Encantaria), tendo misturado muitos valores do catolicismo. Com o passar da história tivemos todo o processo de colonização e o regime escravagista, trazendo para nossa terra os escravos, os negros da África. Junto com os primeiros escravos (povo Bantu), vieram seus costumes, cultura, suas tradições e religiosidade, que apesar de não serem aceitas eram praticadas em sigilo, sincreticamente.
Em paralelo o Brasil recebia os europeus, que vinham explorar nossa terra e também contribuir para a miscigenação étnica religiosa do Brasil. Com os europeus vieram suas práticas religiosas como catolicismo e práticas de magia (principalmente a portuguesa e italiana).
Obs.: Nesse atual cenário conseguimos perceber que temos a Encantaria miscigenada com os valores católicos, e o culto afro miscigenado também com os valores católicos.
Com o passar do século, por volta do século XVII, surgiu o Catimbó consistindo na fusão das práticas nativas com as práticas religiosas europeias. (Atualmente o Catimbó é muito praticado em todo Brasil, principalmente no nordeste brasileiro).
O regime escravagista continuou ganhando força e os negros africanos continuaram a desembarcar no Brasil. Os negros vinham de várias partes da África nesse período, especificamente o povo Nagô (compreendendo, religiosamente, as nações: Nagô Egbá, Ketu, etc), desembarcando especialmente na região de pernambuco e no nordeste brasileiro.
A resistência negra á escravidão aumentava a cada dia, fazendo com que os negros fugissem das senzalas para os quilombos que foram criados para refugiar os negros, sendo secretos e de difícil acesso. Para chegar aos quilombos os negros tinham que percorrer grandes caminhos e por inúmeras vezes, antes de chegar aos quilombos, eram abrigados nas casas dos habitantes vizinhos que eram favoráveis a causa dos negros, inclusive, ficando até por longo período de tempo. Muitos dos abrigadores dos negros eram catimbozeiros, que ao abrigar o negro abrigava também toda sua cultura e costume, assim como o negro absorvia as práticas do catimbó. Com o passar dos anos essa troca de experiências acabou por miscigenar o catimbó com o culto aos orixás da nação Nagô Egbá, constituindo uma nova religião/nação conhecida como Catimbó-Jurema ou Jurema Nagô. Um culto híbrido, nascido dos contatos ocorridos entre as espiritualidades de origem indígena, européia e africana.
Com certeza é uma das religiões mais brasileiras que existe, pois assim como a construção do Brasil a Jurema Nagô é baseada na miscigenação de vários cultos, religiões, costumes, etnias, etc. A mistura e a evolução é a base da Nação Jurema Nagô que hoje também, de alguma forma, é composta pela Umbanda, Kardecismo, entre outros.
Entendendo a origem
Essa nação, embora concentrada na região do nordeste brasileiro e pouco difundida para outras regiões, tem sua origem a mais de 500 anos na própria história do Brasil. Antes do Brasil ser descoberto já existia os cultos e ritos indígenas, conhecido como Encantaria que por sua vez é baseada na junção dos rituais existentes no Brasil (antes da colonização) como xamismo, pajelança, entre outros cultos indígenas. Seu culto era voltado para a terra (flora e fauna) e os encantados que aqui habitavam, tendo como figura sacerdotal os pajés e xamãs.Após o período de catequização dos índios sofremos a primeira miscigenação étnica religiosa no culto brasileiro (a Encantaria), tendo misturado muitos valores do catolicismo. Com o passar da história tivemos todo o processo de colonização e o regime escravagista, trazendo para nossa terra os escravos, os negros da África. Junto com os primeiros escravos (povo Bantu), vieram seus costumes, cultura, suas tradições e religiosidade, que apesar de não serem aceitas eram praticadas em sigilo, sincreticamente.
Em paralelo o Brasil recebia os europeus, que vinham explorar nossa terra e também contribuir para a miscigenação étnica religiosa do Brasil. Com os europeus vieram suas práticas religiosas como catolicismo e práticas de magia (principalmente a portuguesa e italiana).
Obs.: Nesse atual cenário conseguimos perceber que temos a Encantaria miscigenada com os valores católicos, e o culto afro miscigenado também com os valores católicos.
Com o passar do século, por volta do século XVII, surgiu o Catimbó consistindo na fusão das práticas nativas com as práticas religiosas europeias. (Atualmente o Catimbó é muito praticado em todo Brasil, principalmente no nordeste brasileiro).
O regime escravagista continuou ganhando força e os negros africanos continuaram a desembarcar no Brasil. Os negros vinham de várias partes da África nesse período, especificamente o povo Nagô (compreendendo, religiosamente, as nações: Nagô Egbá, Ketu, etc), desembarcando especialmente na região de pernambuco e no nordeste brasileiro.
A resistência negra á escravidão aumentava a cada dia, fazendo com que os negros fugissem das senzalas para os quilombos que foram criados para refugiar os negros, sendo secretos e de difícil acesso. Para chegar aos quilombos os negros tinham que percorrer grandes caminhos e por inúmeras vezes, antes de chegar aos quilombos, eram abrigados nas casas dos habitantes vizinhos que eram favoráveis a causa dos negros, inclusive, ficando até por longo período de tempo. Muitos dos abrigadores dos negros eram catimbozeiros, que ao abrigar o negro abrigava também toda sua cultura e costume, assim como o negro absorvia as práticas do catimbó. Com o passar dos anos essa troca de experiências acabou por miscigenar o catimbó com o culto aos orixás da nação Nagô Egbá, constituindo uma nova religião/nação conhecida como Catimbó-Jurema ou Jurema Nagô. Um culto híbrido, nascido dos contatos ocorridos entre as espiritualidades de origem indígena, européia e africana.
Com certeza é uma das religiões mais brasileiras que existe, pois assim como a construção do Brasil a Jurema Nagô é baseada na miscigenação de vários cultos, religiões, costumes, etnias, etc. A mistura e a evolução é a base da Nação Jurema Nagô que hoje também, de alguma forma, é composta pela Umbanda, Kardecismo, entre outros.
MENSAGEM DE AUTO AJUDA
Ser feliz demanda esforço
...como, por exemplo, de um site como o Cracked.com, que é aquele repositório de extrema nerdice e cultura inútil,
onde aprendo mais história e neurociências do que em toda a minha época
de escola (pensando bem, não aprendi neurociências na escola). Mas não é
surpresa, certo? Eu já tinha falado aqui que até a revista
Superinteressante pode ser pauta para autoajuda - porque tem a ver com
neurociência, com comportamento. Um artigo sobre 'como seu cérebro pode te enganar, te fazendo sentir miserável'
pode ser pura autoajuda, se você for dessas pessoas que encaram TUDO de
forma positiva, como aprendizado, inclusive o tempo que você perde
bundeando na internet.
Tá lá:
5 - Seu cérebro se apega às coisas ruins
Aquele clássico do marketing: você é habitué de um restaurante, vai diariamente durante anos, e UMA vez que você é destratado, você passa a odiar o estabelecimento, como se as boas experiências não tivessem acontecido. Você ama sua mulher, existem um milhão de motivos pelos quais você está com ela, ela te dá amor, carinho e faz café, mas UMA vez que vocês brigam é suficiente pra você dizer "você não faz nada pra mim". Todos te acham linda, incrível e diva, mas você acha que está gorda. Já viu isso antes?
Parece que é isso mesmo: nossos cérebros se apegam muito mais às experiências ruins do que às boas. Cerca detrês dezenas de pessoas interagem com a gente todos os dias, mas basta UM de mau humor pra nos contagiar.
Aparentemente, é uma particularidade evolutiva: a gente foca no ruim porque é o ruim que pode nos matar - logo, isso seria uma espécie de autodefesa.
E a autoajuda, onde entra?
Sabendo dessa armadilha, quem sabe a gente se deixe enganar menos por ela. Quem sabe a gente se deixe afetar menos pelas pessoas e situações negativas - assim, nós mesmos deixamos de levar situações negativas aos outros. Quem sabe.
4 - Matar pensamentos negativos apenas os torna mais fortes
Essa você já conhece, né, leitor de autoajuda? Quanto mais você pensa que "não vou me estressar", mais você pensa em estresse. Quando você diz "não vou engordar", seu cérebro lê "engordar", e aí já viu. A afirmação negativa não deixa de ser uma afirmação. Evitar pensar no desagradável faz com que você pense no desagradável.
E agora?
E a autoajuda, onde entra?
Não pense. Viva. Evite pensar nos seus problemas, ruminar seus problemas, reclamar da vida. Concentre-se em RESOLVER sua vida. Tá ruim? Em vez de dizer "eu não ganho tão bem quanto fulano", "eu não tenho um emprego que eu gosto, vou beber pra esquecer meus problemas", que tal dedicar seu tempo livre a trabalhar no que você gosta, fazer um portfólio no que você gosta, focar em resolver a sua vida, ao invés de reclamar - e, assim, se sentir mais miserável, porque só consegue focar na parte negativa da vida?
E se você é realmente adepto da autoajuda e precisa das afirmações pra se manter focado nos seus objetivos, vale aquela dica do "estou em processo de", certo? Eu sei que você sabe que dica é essa.
3 - Tristeza vicia
Segundo a Cracked.com (ou melhor, segundo as pesquisas que eles usam para embasar os artigos), tristeza vicia. Nosso cérebro sente prazer na tristeza - e aí a gente remói, remói e prefere se afundar nela do que sair.
E a autoajuda, onde entra?
Agora que você sabe qual é o mecanismo, que tal viciar em endorfina vinda de um esporte, por exemplo?
4 - A gente prefere se sentir infeliz do que não ter certeza
Essa também é óbvia, não? conforme ficamos mais velhos, não queremos nos arriscar - provavelmente porque quando somos mais velhos é mais difícil arrumar um novo emprego, regenerar ossos... e provavelmente tem alguém que depende da gente.
E a autoajuda, onde entra?
Entra aqui, gente. Porque isso é BALELA. Quer dizer, nem tanto - de fato, as coisas são mais difíceis quando somos mais velhos. Mas não impossíveis. Nada te impede de tomar um passo arriscado, se é pra você não viver infeliz. Claro que não é tão mais fácil do que quando você era jovem, mas com um pouco de planejamento é possível se arriscar, sim, se o objetivo é não viver uma vida de infelicidade permanente.
Entra também nos estudos que o site usa para embasar este item: sim, existem pessoas em cujo universo não existe amor, compreensão e a possibilidade de uma vida feliz. Se esse não é seu caso, autoajuda até vai. Se este é seu caso, recomendo terapia, amigão. Porque amor, ser compreendido e levar uma vidinha bacana está ao alcance de TODOS no mundo. TODOS. O que você precisa é de uma ajudinha (provavelmente profissional) pra enxergar isso.
5 - Ser feliz demanda esforço
Por fim, o item mais óbvio de todos, mas quando a gente está no loop mental da depressão, a última coisa que a gente quer é SAIR dela. O cara que escreveu o artigo da Cracked dá logo aquele TAPA na cara: visualize uma pessoa feliz. Agora visualize uma pessoa deprimida. A pessoa feliz está correndo ao ar livre com um cachorro, sei lá. Tá na praia, tá com os amigos. A pessoa deprimida está chapada no sofá, enchendo a cara de vodka ou de sorvete, comendo, vendo alguma reprise na tevê e...
E a autoajuda, onde entra?
Está deprimido?
Saia do loop. Sim, sair da depressão demanda esforço. É muito mais cômodo ficar trancado em casa um dia inteiro sem fazer nada, mas pense que as pessoas felizes FAZEM coisas. Você passa sua vida inteira fazendo coisas chatas para OUTRAS pessoas, e seu ideal de final de semana é simplesmente não fazer nada?
Você caiu na armadilha do seu cérebro. Você não vai fazer nada, e vai emendar em mais uma semana fazendo algo chato para outras pessoas. Você não vai fazer nada de realmente prazeroso - esse "prazer" na ausência de coisas chatas que seu cérebro sente é uma armadilha - é MUITO mais prazeroso sair de casa, fazer coisas legais, praticar um esporte, fazer coisas que você sente prazer em fazer (sim, eu sei que você gosta de andar de bicicleta, gosta de ir à praia. eu sei que você tem hobbies, você toca um instrumento, você desenha, você escreve. você se sente feliz fazendo isso e seu cérebro ganha uma descarga de endorfina das boas). Isso é ser feliz. Mas ser feliz dá trabalho - tem que levantar, calçar um tênis, tem que se esforçar pra sair do loop 'trabalho todo dia, fazer nada no fim de semana'.
Pois saiba que FAZER coisas que te fazem bem pode te tirar desse loop e tornar seus dias muito mais suportáveis.
Calça um tênis e vamos caminhar, vai.
Tá lá:
5 - Seu cérebro se apega às coisas ruins
Aquele clássico do marketing: você é habitué de um restaurante, vai diariamente durante anos, e UMA vez que você é destratado, você passa a odiar o estabelecimento, como se as boas experiências não tivessem acontecido. Você ama sua mulher, existem um milhão de motivos pelos quais você está com ela, ela te dá amor, carinho e faz café, mas UMA vez que vocês brigam é suficiente pra você dizer "você não faz nada pra mim". Todos te acham linda, incrível e diva, mas você acha que está gorda. Já viu isso antes?
Parece que é isso mesmo: nossos cérebros se apegam muito mais às experiências ruins do que às boas. Cerca detrês dezenas de pessoas interagem com a gente todos os dias, mas basta UM de mau humor pra nos contagiar.
Aparentemente, é uma particularidade evolutiva: a gente foca no ruim porque é o ruim que pode nos matar - logo, isso seria uma espécie de autodefesa.
E a autoajuda, onde entra?
Sabendo dessa armadilha, quem sabe a gente se deixe enganar menos por ela. Quem sabe a gente se deixe afetar menos pelas pessoas e situações negativas - assim, nós mesmos deixamos de levar situações negativas aos outros. Quem sabe.
4 - Matar pensamentos negativos apenas os torna mais fortes
Essa você já conhece, né, leitor de autoajuda? Quanto mais você pensa que "não vou me estressar", mais você pensa em estresse. Quando você diz "não vou engordar", seu cérebro lê "engordar", e aí já viu. A afirmação negativa não deixa de ser uma afirmação. Evitar pensar no desagradável faz com que você pense no desagradável.
E agora?
E a autoajuda, onde entra?
Não pense. Viva. Evite pensar nos seus problemas, ruminar seus problemas, reclamar da vida. Concentre-se em RESOLVER sua vida. Tá ruim? Em vez de dizer "eu não ganho tão bem quanto fulano", "eu não tenho um emprego que eu gosto, vou beber pra esquecer meus problemas", que tal dedicar seu tempo livre a trabalhar no que você gosta, fazer um portfólio no que você gosta, focar em resolver a sua vida, ao invés de reclamar - e, assim, se sentir mais miserável, porque só consegue focar na parte negativa da vida?
E se você é realmente adepto da autoajuda e precisa das afirmações pra se manter focado nos seus objetivos, vale aquela dica do "estou em processo de", certo? Eu sei que você sabe que dica é essa.
3 - Tristeza vicia
Segundo a Cracked.com (ou melhor, segundo as pesquisas que eles usam para embasar os artigos), tristeza vicia. Nosso cérebro sente prazer na tristeza - e aí a gente remói, remói e prefere se afundar nela do que sair.
E a autoajuda, onde entra?
Agora que você sabe qual é o mecanismo, que tal viciar em endorfina vinda de um esporte, por exemplo?
4 - A gente prefere se sentir infeliz do que não ter certeza
Essa também é óbvia, não? conforme ficamos mais velhos, não queremos nos arriscar - provavelmente porque quando somos mais velhos é mais difícil arrumar um novo emprego, regenerar ossos... e provavelmente tem alguém que depende da gente.
E a autoajuda, onde entra?
Entra aqui, gente. Porque isso é BALELA. Quer dizer, nem tanto - de fato, as coisas são mais difíceis quando somos mais velhos. Mas não impossíveis. Nada te impede de tomar um passo arriscado, se é pra você não viver infeliz. Claro que não é tão mais fácil do que quando você era jovem, mas com um pouco de planejamento é possível se arriscar, sim, se o objetivo é não viver uma vida de infelicidade permanente.
Entra também nos estudos que o site usa para embasar este item: sim, existem pessoas em cujo universo não existe amor, compreensão e a possibilidade de uma vida feliz. Se esse não é seu caso, autoajuda até vai. Se este é seu caso, recomendo terapia, amigão. Porque amor, ser compreendido e levar uma vidinha bacana está ao alcance de TODOS no mundo. TODOS. O que você precisa é de uma ajudinha (provavelmente profissional) pra enxergar isso.
5 - Ser feliz demanda esforço
Por fim, o item mais óbvio de todos, mas quando a gente está no loop mental da depressão, a última coisa que a gente quer é SAIR dela. O cara que escreveu o artigo da Cracked dá logo aquele TAPA na cara: visualize uma pessoa feliz. Agora visualize uma pessoa deprimida. A pessoa feliz está correndo ao ar livre com um cachorro, sei lá. Tá na praia, tá com os amigos. A pessoa deprimida está chapada no sofá, enchendo a cara de vodka ou de sorvete, comendo, vendo alguma reprise na tevê e...
E a autoajuda, onde entra?
Está deprimido?
Saia do loop. Sim, sair da depressão demanda esforço. É muito mais cômodo ficar trancado em casa um dia inteiro sem fazer nada, mas pense que as pessoas felizes FAZEM coisas. Você passa sua vida inteira fazendo coisas chatas para OUTRAS pessoas, e seu ideal de final de semana é simplesmente não fazer nada?
Você caiu na armadilha do seu cérebro. Você não vai fazer nada, e vai emendar em mais uma semana fazendo algo chato para outras pessoas. Você não vai fazer nada de realmente prazeroso - esse "prazer" na ausência de coisas chatas que seu cérebro sente é uma armadilha - é MUITO mais prazeroso sair de casa, fazer coisas legais, praticar um esporte, fazer coisas que você sente prazer em fazer (sim, eu sei que você gosta de andar de bicicleta, gosta de ir à praia. eu sei que você tem hobbies, você toca um instrumento, você desenha, você escreve. você se sente feliz fazendo isso e seu cérebro ganha uma descarga de endorfina das boas). Isso é ser feliz. Mas ser feliz dá trabalho - tem que levantar, calçar um tênis, tem que se esforçar pra sair do loop 'trabalho todo dia, fazer nada no fim de semana'.
Pois saiba que FAZER coisas que te fazem bem pode te tirar desse loop e tornar seus dias muito mais suportáveis.
Calça um tênis e vamos caminhar, vai.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
CONVERSA ENTRE EXÚ E OXALÁ
Conversa entre Exú e Oxalá
"O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica.
Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho.
- Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Exu suspirou.
- Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
- Laroyê, Senhor Falante.
Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.
- Èpa Bàbá – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
- Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá.
Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
- Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.
Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:
- Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
- Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.
Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.
- Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Kármica, observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.
- Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Exu deu outra gargalhada e disse:
- Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.
- E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:
- Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
- Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.
- E você está, Senhor Falante? – tornou Oxalá.
Mais uma vez Exu gargalhou.
- Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
- Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
- Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal.
- Pobres homens – repetiu Oxalá.
- Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
- Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.
- Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.
- Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:
- Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
- Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?
- Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.
- Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:
- Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
- Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
- Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.
- Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.
- Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores."
"O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica.
Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho.
- Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Exu suspirou.
- Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
- Laroyê, Senhor Falante.
Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.
- Èpa Bàbá – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
- Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá.
Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
- Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.
Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:
- Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
- Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.
Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.
- Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Kármica, observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.
- Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Exu deu outra gargalhada e disse:
- Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.
- E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:
- Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
- Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.
- E você está, Senhor Falante? – tornou Oxalá.
Mais uma vez Exu gargalhou.
- Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
- Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
- Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal.
- Pobres homens – repetiu Oxalá.
- Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
- Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.
- Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.
- Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:
- Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
- Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?
- Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.
- Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:
- Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
- Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
- Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.
- Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.
- Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores."
EXUS E POMBO GIRAS
O que é esse lixo?
-
-
Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.
-
Nossas ações.
-
Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.
Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús,
levando-os a sério
e não os desrespeitando e nem os
menosprezando.
Sabendo que a religião_de_Umbanda, segundo o Caboclo
das Sete Encruzilhadas é “A
manifestação do espírito para a
prática da caridade”,
qual a principal função desempenhada pelos
Exús nos nossos Templos,
Terreiros, Casas ou Centros?
Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da
Segurança
da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem
entidades que cumprem
esse papel. Um bom exemplo disso são
as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco
mostram a
existência desses espíritos
trabalhando também no
Plano Astral *
.
A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade
descarregar os médiuns
e os consulentes. Unindo suas energias
eles são capazes de entrar em
contato e orientar mais facilmente
com almas que
ainda não encontraram um caminho. Estas almas
vivem entre os encarnados, prejudicando-os,
obsidiando-os
e até
mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são
considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de
nosso
equilíbrio e de nossa energia. Nosso equilíbrio é utilizado
por eles no
momento em que as entidades sofredoras se
manifestarem com ódio, rancor,
raiva, para que tenhamos bons
pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que
desta maneira
as desarmemos e não as deixemos tomar
conta da
situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho
libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa
energia é
utilizada em
casos em que estas almas estão sofrendo
com o desencarne, tristes, com
dores, humilhadas, desorientadas,
assim eles transformam as nossas
energias em fluidos balsâmicos
que as ajudam, em
muito, na sua recuperação. Muitas
destas
almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos
Terreiros
de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam
encarregados de fazerem uma
triagem liberando a passagem
apenas das almas que eles percebem já
estarem prontas para o
socorro **, ou seja, prontas para seguirem
um novo caminho
longe do encarnado ao qual estava apegada. Este
trabalho_de_separação é feito por eles
com muito empenho e
seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado
der
continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus
pensamentos
e se livrando da negatividade e do medo. Os
Exús
são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço.
Por
este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o
maior
respeito e consideração, pois são eles são os nossos
guardiões e da
Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos
ou energias mais
pesadas. Cada pessoa que entra em uma casa
de Umbanda traz consigo seu
saco de lixo cheio (são seus
pensamentos, suas raivas, suas desilusões...)
e são os Exús os
trabalhadores encarregados de juntarem todos estes
sacos para
descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de
diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas.
Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no
caminho do desenvolvimento.
A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ =
salve, que
também quer dizer salve compadre, boa noite “moça”.
Exú é MOJUBÁ
- Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas)
ou seja “armar emboscadas
vivendo a noite”. Mas na Umbanda
o trabalho dos Exús é o de
guardião. Assim ao cumprimenta-lo
estamos dizendo: Salve aquele que vive à noite e que arma
emboscadas.
Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo
tempo estamos pedindo “Àquele
que vive a noite, que nos livre
das emboscadas”.
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